VIII

Apenas com o dia
se recebe a claridade;
porém, caindo a noite,
permanece se, querendo tê-la,
num soslaio, a mantemos;
como a manhã que guardamos,
nosso plúmbeo coração.
Não sou mais por querer ser
e devo observar até que ponto
se alastrará a permanência, em mim,
para que a claridade
não modifique o modo como vejo
o que se passa e para que,
sentindo-a partir,
saiba como a perco e porque permanece.